Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Ai Tanto que Eu Gostava Deles!

 

Fiquei hoje a saber que estes meninos estavam em Lisboa para um concerto. Que se tinham voltado a reunir e andavam por ai a reavivar memórias, a encher os corações de romantismo (lembram-se da onda dos New Romantic?), e quiçá a dar balanço a algums franjas que continuem a subsistir desde os anos 80...

 

Eu adorava os Spandau ballet. E os Duran duran. Mas por agora dedico-me apenas a este grupo.

Eu era uma chavaleca mas sabia as músicas todas deles de cor (e ainda sei...!). E como boa pretendente a futura cantora, pegava na escova de enrolar o cabelo ou outra coisa que se assemelhasse a um microfone, e levava os dias inteiros na cantoria a treinar a voz, as fixar letras e a azucrinar os ouvidos de quem não me quisesse ouvir. Ahahah!

 

Lembro-te de ligar o rádio na Rádio Comercial e pôr a cassete a jeito para gravar as músicas favoritas. E aproveitava para fazer isto quando estava a lavar a loiça. Qual Cds, Mp3 ou gadgets do género! Era a bela cassete - que, de vez em quando, rebentava a fita e lá se remendava com fita-cola - que fazia os delírios da malta. Mesmo com os sons roufenhos das interferências de alguma mota que passava na hora da gravação e lá mexia com as ondas da rádio e deixava a sua marca indelevelmente marcada nas nossas músicas preferidas...

 

Ai que nostalgia. Às vezes era bom podermos voltar um bocadinho atrás no tempo e voltar a viver certos momentos. Os 80s eram uma dessas alturas!

Velha Infância

 

Reencontrei hoje uma pessoa que não via há imenso tempo. Fez-me voltar à minha infância e a momentos felizes.

 

Quando era miúda, uma das minhas amigas de infância vivia na porta em frente à minha, no outro lado da rua. Costumávamos passar dias inteiros na casa uma da outra. Mas eu acabava por passar muito mais tempo na casa dela, uma vez que elas eram três irmãs e eu, naquela altura, era filha única. A irmã do meio tinha apenas mais dois anos que a minha amiga, pelo que brincávamos todas juntas.

 

A irmã mais velha, tinha mais sete anos do que eu. Quando somos pequenos, esta diferença de idades parece abismal. Afinal os interesses e as ideias são diferentes, vamo-nos modificando conforme crescemos.

 

Era giro assistirmos aos namoros e às conversas desta irmã mais velha com os seus amigos. Ela sempre foi muito bonita, com uns belos olhos azuis. Escusado será dizer que namorados não lhe faltavam. Lembro-me de três que foram marcantes.

Nós três – as pirralhas – éramos as voyers de serviço, sempre que ela estava no namoro. Mas em segredo.

 

Fomos crescendo, a diferença de idades foi-se atenuando mais e as empatias crescendo. Um dia ela conheceu o M. e casou-se. Ele tornou-se num conhecido comentador desportivo, ela conseguiu um emprego bom e a família cresceu.

 

O estatuto social modificou-se devido à posição do marido. Mudou de casa para uma zona mais “in”. As irmãs também fizeram a sua vida, e foram morar para locais mas afastados daqui. Mas vemo-nos bastantes vezes pois são visita assídua aos pais. A irmã mais velha não tanto. Tornou-se mais distante e menos envolvida nas confusões familiares.

 

Hoje encontrei-a. Não a via há anos! Está bonita na mesma. Igual a sempre. Com algumas marcas do tempo mas óptima. Notei que ela gostou mesmo de me ver. Conversámos um pouco, enquanto ela esperava pelos pais que tinha vindo buscar, e trocámos piropos: que não parecíamos ter a idade real – oiço sempre esta conversa em relação a mim - , que estávamos na mesma e óptimas. Falámos brevemente sobre as nossas vidas e mandámos beijos para a família. Foi pena não termos mais tempo pois teríamos posto anos de conversa em dia. Gostei mesmo de a ver e de voltar a uma época feliz da minha infância.